Capítulo 4 – Violando o Código
Este capítulo fala sobre um código oculto que cada civilização tem. Este código consiste numa série de seis princípios inter-relacionais: Padronização, Especialização, Sincronização, Concentração, Maximização e Centralização.
Padronização
Este princípio, a padronização, está explicito em tudo o que temos ou agimos, desde a hora que acordamos e olhamos no relógio para ver a hora até quando deitamos e colamos a cabeça no travesseiro a noite para dormir, tudo segue um padrão.
Theodoro Vail foi um dos primeiros a descobrir como essa idéia de padronização seria interessante. Trabalhava para os correios na estrada de ferro e notou que as malas postais demoravam muito para chegar ao seu destino, muitas até tinha o mesmo destino e iam por caminhos diferentes. Ele introduziu a rota padronizada, todas as cartas que iam para um determinado destino iam pelo mesmo caminho.
Ele construiu a American Telephone & Telegraph Company (AT&T) , com ela padronizou o conjunto de mão do telefone e todos os seus componentes. Como está escrito no capítulo “ Vail reconheceu que para ser bem sucedido no meio da Segunda Onda, os software, isto é, as rotinas processuais e administrativas tinham que ser padronizadas juntamente com o hardware, isto é, o equipamento físico”.
Com a idéia da padronização, Frederick Winslow Taylor era maquinista e acreditava que o trabalho poderia padronizar. Acreditava que para executar uma tarefa, o jeito de utilizar uma ferramenta e o tempo estimado poderia haver um padrão para tudo isso. Com isso ele se tornou o primeiro guru da gerência do mundo.
A padronização influenciou na comunicação, onde o inglês, americano e francês se tornou uma língua padronizada. O princípio de padronização estava sendo presente na vida diária das pessoas e trouxe o nivelamento das diferenças.
Especialização
A especialização foi o segundo princípio que ocorreu da sociedade da Segunda Onda. Este princípio veio para que todo tipo de tarefa da sociedade fosse coordenada ou executada por um especialista, fazendo com que a pessoa que fazia de tudo um pouco – pau para toda a obra – fosse se extinguindo.
Em 1720 foi declarado em um relatório britânico, com a especialização as tarefas poderiam ser feitas com menos tempo e trabalho.
Adam Smith descreveu a teoria da fabricação de alfinete. Se uma pessoa sozinha fosse produzir os alfinetes, fazendo todas as operações, num dia inteiro de trabalho iria produzir até uns 20 alfinetes. Já numa manufatura, que Smith havia visitado, tinha 18 operações diferentes com trabalhador especializados para cada fase da produção. No final do dia havia produzir mais de 48 mil alfinetes. Com isso as fabricas foram se adaptando à este princípio de especialização.
Neste tópico foi citado exemplo de pessoas que seguiram a idéia de especialização como: Henry Ford, Michael Pertschuk e o Príncipe Alberto. “Os Grandes Padronizadores e Os Grandes Especializadores marchavam de mãos dadas.
Sincronização
A Segunda Onda lidava com o tempo, com isso a civilização industrial tinham que sincronizar tudo o que ia fazer com o tempo. Isto produziu o terceiro princípio a Sincronização.
No ambiente de trabalho, as maquinas eram sincronizadas com os ritmos das estações e dos processos biológicos, a rotação da Terra, dentre outras coisas e as sociedades moviam em contraste com a batida da máquina.
O tempo estava sendo essencial; os trabalhadores tinham que ser pontuais para que as tarefas fossem concluídas em seu tempo. George Thompson, historiador inglês, dizia: “no momento exato em que a revolução industrial exigiu uma sincronização maior do trabalho”.
Hoje temos horário para tudo o que fazemos, essa cultura acontece desde aquela época. As crianças quando vão a escola tem que chegar antes do sinal tocar, o trabalhador tem que chegar antes da hora de trabalhar para passar o ponto, para fazer uma prova tem que chegar 30 minutos antes de iniciar, para tudo tem um horário para ser cumprido.
Concentração
O princípio de concentração foi gerado com o aparecimento do mercado. Os trabalhos da sociedade da Segunda Onda eram em fabricas onde os trabalhadores se reuniam debaixo do mesmo teto para concentrar energia e trabalho, diferente da Primeira Onda que havia trabalho por toda a parte.
Na era do industrialismo, no inicio do século XIX, ficou conhecido como a época das Grandes Encarcerações, onde os criminosos eram colocados em cercados e concentrados em prisões, as crianças eram cercadas e concentradas em escolas, os loucos em asilos de loucos.
A concentração também era visto na produção dos produtos, os gerentes tinham comprovado que a fabricação de uma concentração de produtos a produção era mais eficiente.
Maximização
Neste tópico fala sobre a sobre o quinto princípio chave a maximização, que criou um caso de “macrofilia” obsessiva, que é uma mania de grandeza e crescimento.
Nesse período a sociedade queria sempre mais, como cita neste capítulo: “gabavam- se de terem o arranha céu mais alto, a represa maior,…”. Em 1960 os Estados Unidos começaram a sentir os impactos da Terceira Onda, a General Motors, a AT&T, e dentre outras empresas, empregavam uma média de 80.000 trabalhadores cada um.
A mentalidade industrial teve uma super influencia da macrofilia, porque nada parecia mais razoável. A padronização, especialização e os outros princípios da industrialização foram acompanhados pela maximização.
Centralização
O ultimo principio da sociedade industrial foi a centralização. Todas as nações aplicavam operações centralizadas e descentralizadas. Na Primeira Onda havia uma economia basicamente descentralizada, onde foram implantados novos métodos para centralizar o poder.
No período da centralização já utilizavam todos os seis períodos, como é citado no capítulo “que diretores de estradas e de programas espaciais padronizavam tecnologias, passagem e horários. Sincronizavam operações por centenas de quilômetros. Criavam novas operações especializadas e novos departamentos. Concentraram capital, energia e pessoas. Lutaram para maximizar a escala das redes. E, para realizarem tudo isto, criaram novas formas de organização baseadas em centralização de informação e comando. ”
Para concluir na Segunda Onda foi descobertos os seis princípios – padronização, especialização, sincronização, concentração, maximização e centralização – que são refletidos na Terceira Onda, no nosso dia a dia.